Olá pessoal! Pensando em direcionar um pouco mais os artigos do Blog ATF, vou tentar aqui, compartilhar um pouco da experiência que tive em diversas situações como fotógrafo. Começaremos então por um evento social bem comum no dia-a-dia das pessoas, uma festa de aniversário.
Esse é o tipo de evento que se divide em alguns...Tópicos por assim dizer: Festas infantis, 15 anos, aniversários de casamento, entre outros.
Mesmo assim alguns passos básicos são iguais para todos os tipos descritos acima:
1. Cheque seu equipamento, quando fizer isso, faça uma lista e cheque novamente, baterias e/ou pilhas tem de ser recarregadas no máximo um dia antes do evento. Veja seu cartão de memória, livre de trabalhos antigos, faça back-up em seu note ou PC. Esteja preparado.
2. Converse com o aniversariante antes do evento, procure explicar como trabalha, o modo como se comporta, caso ele não tenha presenciado você em ação em outra oportunidade, será uma boa hora para que ele tire algumas dúvidas e sugira algo que ele deseje.
3. Se possível visite o lugar onde acontecerá o evento, com isso você poderá ter pelo uma noção do espaço, é legal também conhecer de alguma forma o pessoal da decoração, eles serviram pra lhe indicar onde geralmente montam a mesa do bolo entre outras surpresas que podem acontecer.
Eu acho que isso é básico em todo e qualquer evento social que você for fazer, torne esses passos uma rotina, mas de preferência para anotar sua check-list para não perder nenhum detalhe. Falando agora em casos específicos:
Aniversários infantis: Esses são o que geralmente lhe tomaram mais energia e disposição, crianças são eletrizantes, e dependendo da idade, não param em momento algum, se foque no pequeno aniversariante e procure nao perder os detalhes, como brincadeiras e risadas, em caso de pequenas desavenças entre as crianças, (geralmente acontecem em festas com brinquedos a disposição), registre, mas vale saber que esses momentos pouco vão no álbum. Vale salientar que em caso de crianças de colo, evite ficar o tempo todo em cima dela, seu flash pode assustá-la fazendo com que ela mais chore do que sorria, o que não daria um bom álbum.
Aniversários de 15 Anos: Aqui há uma rotina a ser seguida, momentos que não podem ser perdidos de forma alguma, é onde a responsabilidade aumenta, a aliança dada pelo pai, a valsa com mesmo, nem é preciso falar claro da hora do sopro na velinha. Adolescentes, são um pouco menos agitados e curtem mesmo a balada já perto do final festa; portanto sugira a aniversariante para tirar uma foto com os convidados, antes mesmo da valsa se possível, depois todos estarão defasados por conta da balada o que não renderá boas fotos.
Aniversários de casamento: Variam muito de acordo com o gosto de cada casal, e geralmente são os mais tranquilos para se registrarem, sua parte aqui é ser o mais invisível possível, pois pessoas adultas tem uma tendencia a fugirem de fotos posadas, pois, costumam se sentirem desconfortáveis.
Não esqueça de que em todo o tipo de aniversário, a decoração é um elemento importante para a composição do álbum, fotos do aniversariante com os pais e parentes mais próximo também não podem faltar
Em geral, é isso, aniversários não costumam exigir muito de você e podem ser um ótimo complemento de renda, basta saber vender o produto adequado para o cliente certo, e você terá sucesso.
Olá Pessoal! Em mais uma entrevista aqui no Blog ATF, vamos conversar um pouquinho com a Cláudia Regina, Fotógrafa e Designer especializada em fotografia de gestantes, um ramo carregado de emoção! Ela vai nos contar como é a fotografia dessas mamães, e os desafios que encontra no seu dia-a-dia!
1. Quem é Cláudia Regina?
Fotógrafa Curitibana, casada, mãe de 3 gatos. Estudou Ciências Sociais mas acabou indo para a vida do
Design e da Fotografia :-)
2. Quando percebeu que a fotografia era o que queria como profissão?
Fui trabalhar em um estúdio de Fotografia como Designer. Quando cheguei lá olhei para aquelas
câmeras enormes e não imaginei que um dia saberia como usá-las! Lá neste estúdio aprendi muito
sobre a Fotografia. Enquanto trabalhava lá estudei bastante, comprei minha primeira reflex e depois de
um tempo fui voar solo.
3. A fotografia de gestantes geralmente vem carregada de muita emoção, onde se encaixar
nesses momentos? Como conseguir passar essa emoção através da lente?
As minhas clientes nunca são modelos profissionais, e nunca são muito fãs de foto. Quer dizer:
elas adoram fotografia, mas não gostam de posar. Assim como eu (odeio posar pra foto!) E elas me
contratam por isso: eu não mando ninguém posar. Para conseguir passar a emoção nas fotos é preciso
fazer essas emoções acontecerem durante o Ensaio, por isso dirijo de forma que a pessoa fique à
vontade.
4. Em um dos seus artigos no seu site você faz questão de dizer que ensaio de gestante não é só
uma barriga. O que é um ensaio ideal pra você? E para suas clientes em geral?
É preciso mostrar a beleza do corpo da mulher grávida, o amor entre o casal, a felicidade com a notícia
da gravidez e a delicadeza deste momento.
5. O que é fundamental para ingressar nessa área de ensaio de gestantes e crianças?
Hoje em dia a profissão de "bookeiro" está acabando. É preciso estudar Fotografia muito além do
tradicional. É preciso saber realizar Ensaios pessoais, como os de gestante, como se você estivesse
fotografando um editorial para revista. Tem que ter qualidade fotográfica impecável (iluminação, foco e
composição) e não dá pra fazer sempre a mesma coisa. Cada Ensaio tem que ser diferente. Ainda existe
mercado para os "bookeiros", é fato, mas os clientes estão bem mais exigentes e acredito que logo isso
acaba, pelo menos no público de classe média pra cima.
6. Já passou por alguma situação constrangedora?
O máximo é um ou outro cliente que não vê meu trabalho direito e já vem com ideias prontas, para eu
copiar de outras fotos. Eu planejo cada Ensaio com muito cuidado para que cada um seja único, por isso
quando isso acontece é bem frustrante. Ainda bem que é super raro rs
7. Conte-nos um pouco sobre o seu dia-a-dia num ensaio gestante?
Antes do Ensaio me preparo enviando um Briefing para a cliente. Assim já formo ideias de fotos/
composições que quero fazer de acordo com o estilo e personalidade dela. No dia do Ensaio
analiso como está a iluminação na minha chácara, passeando pra lá e pra cá, e planejo pelo menos
10 "composições-base" e anoto tudo (desde como vou trabalhar com a iluminação até qual lente vou
usar.) Depois preparo a mesa com chá, água e quitutes importados. Também deixo à mão os álbuns de
amostra para ela ver ao vivo (normalmente é nosso primeiro encontro pois só conversamos por email).
Quando a cliente chega já tenho tudo planejado e só preciso checar os figurinos com ela.
8. Você é fotógrafa, tem um site muito legal e bastante conhecido, também vive dando workshops
pelo brasil afora, como conciliar todas as funções com os desejos e anseios dos clientes
e "alunos"?
Estou o tempo todo estudando técnicas de produtividade (GTD*, ZTD**, etc) para conseguir conciliar
tudo :-) Além da minha Fotografia e do Dicas de Fotografia tenho uma empresa de criação de Temas
Personalizados para Blogs (www.xcake.com.br) e também gosto muito de viajar. Mas tenho uma equipe
maravilhosa que me ajuda em todas as áreas, além do meu marido que está sempre lá pra segurar a
barra quando fica muito pesado pro meu lado :-)
9. Com dois adjetivos, defina sua visão de fotografia:
A fotografia pra mim é Libertadora e Desafiadora!
Espero que tenham gostado de mais uma entrevista aqui no Blog ATF! Se você conhece algum fotógrafo que ama o que faz e não se importa em nos contar um pouco do seu dia-a-dia mande o nome deles nos comentários! Quem sabe ele não aceita dar uma entrevista aqui no Blog ATF? Veja mais sobre a Claudia Regina em seu site dicas de fotografia ou assine os feeds de seu Facebook.
Olá Pessoal! Mais um artigo da série "Ases da Fotografia" hoje falando sobre o fotógrafo e sociólogo Lewis Hine, que usou sua fotografia para levar ao mundo imagens de trabalho duro, e sofrimento no século 20.
Lewis Wickes Hine estudou sociologia em Chicago e Nova York (1900-07) antes de achar trabalho na Escola de Cultura Ética (Ethical Culture School).
Hine, que comprou sua primeira câmera em 1903, aplicou suas fotografias em seu ensino e estabeleceu o que ficou conhecido como Fotografia documental. Dedicou-se à fotografia em 1905 a fim de divulgar a miséria dos imigrantes europeus. Em 1908, continuou seus estudos sociológicos com fotografias de trabalhadores metalúrgicos de Pittsburgh Hine expôs à opinião pública as péssimas condições de trabalho, campanha que teve como resultado a aprovação da lei de trabalho infantil.
Hine também usava sua câmera pra capturar a pobreza que testemunhava em Nova York. Isso incluía um estudo fotográfico sobre os imigrantes de da Ilha de Ellis. Para Lewis Hine, a oportunidade serviu pra mostrar como, na realidade, milhões de emigrantes terminaram vivendo marginalizados em cortiços superpovoados em Nova York, Chicago e Filadélfia, ganhando miseráveis salários, em empregos onde eram praticamente escravizados.
Em 1908, Hine publicou "Charities and the Commons" (Caridades e os Comuns), uma coleção de fotografias de trabalhos abusivos nas construções de prédios. Hine esperava que pudesse usar essas fotografias pra trazer uma reforma social.
Como professor, Hine era especialmente um crítico no que dizia respeito às leis de trabalho infantil. Embora alguns estados tivessem decretado uma legislação para proteger jovens trabalhadores, não havia leis nacionais para lidar com esse problema.
Hine viajou pelos Estados Unidos tirando fotos de crianças trabalhando nas fábricas. Em um período de um ano, ele cobriu mais de 19.300 km. Diferente dos fotógrafos que trabalharam pra Thomas Bernardo, médico e missionário americano que abrigava crianças de rua, Hine não tentou exagerar na pobreza desses jovens. As críticas a Hine diziam que as fotos dele não eram chocantes o bastante. Porém, Hine afirmou que as pessoas preferiam se juntar à campanha se achassem que as fotografias capturavam com clareza a realidade da situação.
Os donos das fábricas às vezes não permitiam que Hine fotografasse e acusavam-no de investigar e expor suas fotos. Pra ter acesso, Hine escondia sua câmera e fingia ser um inspetor de incêndio. Assim, capturava fotos reveladoras sobre o verdadeiro funcionamento de tantas fábricas dispostas por todo o território dos Estados Unidos.
Após o sucesso de sua campanha contra o trabalho infantil, Hine trabalhou para a Cruz Vermelha durante a Primeira Guerra. Isso o levou à Europa onde fotografou as condições de vida dos franceses e belgas, que sofriam com os impactos da Guerra.
Nos anos 1920, Hine apoiou uma campanha de estabelecimento de leis mais seguras para trabalhadores. Hine escreveu mais tarde: "Eu queria fazer algo positivo. Então disse a mim mesmo, ‘Por que não fotografar o trabalhador trabalhando? O homem no trabalho? Na época eles eram tão desprivilegiados quanto as crianças’".
Em 1930-31 registrou a construção do Empire State Building que mais tarde foi publicado em um livro, "Man at Work" (Homens no trabalho) (1932). Nos anos 1930 os jornais já veiculavam fotografias e havia o interesse crescente por temas sociais. Hine tinha dificuldade pra ganhar dinheiro a partir de suas fotografias. Em Janeiro de 1940, perdeu sua casa após deixar de pagar o "Home Owners Loan Corporation" (Corporação de Empréstimos pra Proprietários de Casas). Lewis Wickes Hine morreu extremamente pobre 11 meses depois, no dia 3 de Novembro de 1940.
Mesmo que fosse tão comum haver tanta injustiça social, mesmo que a maioria das pessoas estivessem acostumadas com esses problemas, e mesmo que até os próprios operários estivessem à vontade em tal situação, dado o contexto, o fotógrafo tinha a intenção de fazer uma denúncia social. Caso a foto seja do próprio Lewis Hine, essa intenção tornava-se explícita, principalmente sabendo que Hine dedicou sua vida às causas sociais por quais se sensibilizava.
Olá Pessoal! Em mais uma entrevista no Blog ATF vamos falar com uma profissional que mais do que fotografias capta sentimentos. Flávia Alves, é uma das idealizadoras de um projeto que busca mostrar alegria, onde muitas pessoas enxergam apenas tristeza, mostrar possibilidade onde alguns enxergam apenas limitações, "Fla" como é chamada pelos amigos, gosta de usar suas fotos para mostrar ao mundo a vida por de trás da Síndrome de Down, que acredite, é mais normal do que você pode imaginar! Veja abaixo a ótima entrevista com essa maravilhosa profissional!
1_Quem é Flávia Alves?
R: Uau! Já começou com uma bem difícil hein? Bom, sou alguém que ama a vida, em todas as suas formas, amo os momentos simples, os pequenos detalhes e gosto de compartilhar esse amor com as outras pessoas através das minhas imagens. Sou alguém que não se conforma em ficar parada reclamando de algo que não acha certo/justo, gosto de agir, lutar por idéias e ideais, mudar pensamentos, formar opiniões... Não me conformo apenas em ficar nesse mundo a passagem, quero fazer a diferença e lutar pelo que acredito.
2_Quando percebeu, que fotografia era o que queria como profissão?
Aline e Mariana - Fla Alves
R: Minha ideia de profissão era bem diferente de fotografia, eu queria alguma profissão bem mais sólida, algo na área de humanas, que além de me manter ajudando pessoas, me garantisse um futuro estável. Sempre gostei de artes visuais e sonhava em cursar cinema, mas era "pé no chão" de mais para seguir um sonho, como falei, meu ideal de carreira era algo mais sólido, um concurso público quem sabe… Como a duvida era grande e não quis arriscar, fiquei um ano pensando sobre o que fazer, nesse tempo livre tive a chance de me aproximar da fotografia, em uma conversa com a minha mãe, descobri que o sonho dela era ter cursado fotografia e foi aí que comecei a pensar em fotografia como profissão, no desejo de, através de mim, realizar o sonho dela. E hoje estou aqui, em uma profissão nada sólida, porém apaixonante, tirar um pouco os pés do chão foi a melhor escolha da minha vida!
3_Você faz parte de um lindo projeto chamado "Projeto 21", que tem o intuito de fotografar crianças especiais com uma certa enfase as crianças com Síndrome de Down de onde surgiu essa ideia?
Tainá - Fla Alves
R: Costumo dizer assim: Da mesma forma que o que define a síndrome de down é um fator genético, o que define o meu amor por eles também é, sempre esteve em mim, nasceu comigo. Sempre me imaginei trabalhando com crianças especiais, principalmente com down, até por isso queria entrar na área de humanas. Antes de começar a estudar fotografia eu participava de várias ações sociais, fazia voluntariado e coisas do tipo. A fotografia, involuntariamente, acabou me afastando disso tudo, pois quem trabalha ou estuda fotografia sabe que ela nos toma muito tempo. Eu sentia um vazio enorme e estava insatisfeita ao perceber como as pessoas encaram a deficiência no nosso país, foi então que resolvi unir minhas duas paixões, fotografia e pessoas com necessidades especiais e criei um projeto, até então como o nome de "ser especial". Quando abri abri as inscrições, 99% das mães que inscreveram seus filhos eram mães de downs, foi então que eu percebi o quanto elas queriam mostrar seus filhos, compartilhar suas capacidades, isso junto com o fato de 80% das mamães que descobrem a síndrome durante a gestação optarem pelo aborto (mesmo sendo ilegal), me fez restringir o projeto apenas à síndrome de down. Foi então que surgiu o Projeto 21, uma maneira de mostrar cada indivíduo down, como um ser único, com sua personalidade, habilidade, beleza, não como uma síndrome que torna todos iguais.
4_Nas suas fotografias, é possível ver muito além das necessidades especiais de cada um, mostra que também é possível ter uma vida normal, que tipo de emoção você procura causar naqueles que veem suas imagens?
R: Procuro mostrar que apesar de suas limitações são como qualquer um de nós, vivem como qualquer um de nós, sentem como qualquer um de nós. Não quero passar a imagem de "coitadinhos", quero que vejam suas habilidades e suas personalidades. E principalmente, quero passar para as pessoas o que sinto quando estou com uma pessoa com síndrome de down, um amor enorme, uma grande paz de espirito, um sentimento lindo e indescritível. Acredito sim que são especiais, eles transbordam luz, amor, paz, força de vontade, paixão pela vida… E é isso que busco mostrar com as minhas imagens.
5_Assim como as crianças com SD sofrem com o preconceito, as vezes mesmo antes de nascer, você como fotógrafa dessas crianças sente algum preconceito de colegas de profissão sobre o seu trabalho?
Mari e Miriam - Fla Alves
R: Não sinto bem um preconceito, mas um sentimento de glorificação, como se eu fosse muito especial por fazer isso, como se fosse muito difícil, como se merecessem por serem tão coitadinhos mas ninguém tem coragem de fazer, é como se eu estivesse fazendo uma caridade. E não é isso, só quero compartilhar minha visão, eles merecem ser conhecidos pelo que são, apenas isso. No começo do projeto ouvi muitas histórias de mães que sempre quiseram fazer um book dos seus filhos mas não tinham coragem de buscar um profissional, ou pior, achavam profissionais que negavam ou não sabiam como lhe dar com as crianças. Mas isso tem mudado muito, ainda mais pela Special Kids, que dá condições aos fotógrafos trabalharem com pessoas com necessidades especiais, então o número de fotógrafos que querem fazer algo parecido vem crescendo e isso é muito bom. Hoje os pais já podem optar por terem seus filhos fotografados ou não, agora já sabem onde encontrar pessoas qualificadas. A fotografia inclusiva vem tomando seu espaço e isso é uma grande conquista para mim e para a Special Kids.
6_Para essas fotografias em especial, o que é mais importante, equipamento ou preparo?
R: Com certeza o preparo, aliás isso também serve para fotografia com crianças em geral. Não adianta nada você ter a câmera top se não sabe lhe dar com a pessoa, não tiver carinho, paciência... Com crianças especiais mais ainda, pois se você não estiver à vontade, com sentimentos verdadeiros, elas irão perceber. Para mim as crianças são como esponjas que absorvem os nossos sentimentos e humor, se você for fotografar impaciente e mal humorado, é assim que a criança vai retribuir. O equipamento é a coisa menos importante em uma sessão infantil, nesse caso, o ser humano vence a maquina.
7_ Já foi alguma vez mal interpretada por mães das crianças?
R: No começo sim, não conhecia ninguém com síndrome de down e tive que ir só com um projeto no papel procurar mães que aceitassem participar. Na época nem se falava muito de fotografia inclusiva, poucos fotógrafos faziam isso, então as mães se assustavam um pouco. Geralmente pensavam que era brincadeira, ou que não daria certo, ou ainda que eu queria usar a imagem dos seus filhos de uma maneira negativa, para me promover. Foi realmente muito difícil na época encontrar mães que aceitassem, mas graças a Deus apareceram mães maravilhosas no meu caminho (Ione Nadu, Luciene Nonato, Silvia Maciel, Tânia Gomes e Carla Tosta), que aceitaram a mim e ao meu Projeto, abraçaram-nos pela inclusão e aceitaram que suas filhas participassem. A partir daí foram abrindo muitas portas, muitas famílias se interessaram e pude também ajudar muitas novas mães com as minhas imagens. Hoje o Projeto 21 não é apenas um projeto, mas uma grande família, citei essas 4 mães, pois foram as primeiras a abraçarem a causa, mas hoje nossa família é muito maior e cada membro, desde o mais antigo, ao mais novo é igualmente querido e especial.
8_Conte-nos um pouco sobre um ensaio feito para o Projeto 21.
Rebeca - Fla Alves
R: Adoraria falar sobre tantos, cada um foi muito especial para mim. Mas como é só um, vou falar do primeiro, que foi o da Rebeca, com 12 anos na época. Nunca tinha fotografado nenhuma criança especial, então fui apenas com o amor e com a vontade. A Rê me deu uma aula de auto estima, ficou ainda mais nítida a vontade que eles têm de serem notados. Quando abri minhas imagens, percebi no olhar da Rebeca um brilho muito especial, algo que nunca tinha captado em fotografia nenhuma e esse mesmo olhar foi aparecendo em cada sessão que fiz. Essa sessão foi um enorme incentivo e até uma prévia que o projeto daria certo, pois as pessoas mereciam conhecer esse olhar.
9_ Com dois adjetivos, defina sua visão de fotografia:
R: Reveladora e apaixonante.
Você poder ver mais do trabalho da Flávia Alves em seu site no endereço www.flaviaalves.com.br, agora pra terminar em grande estilo veja abaixo um vídeo com alguns de seus trabalhos!